Proposta ao governo prevê criação de centros especializados em autismo no ES
Iniciativa da deputada Camila Valadão quer ampliar o acesso ao diagnóstico e reduzir filas para pessoas autistas no Estado.
6 jan 2026, 16:55 Tempo de leitura: 2 minutos, 23 segundos
No Espírito Santo há mais de 50 mil pessoas autistas, segundo o levantamento Censo 2022, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, levar o atendimento para diferentes regiões do Estado ajuda a garantir que mais pessoas tenham acesso aos serviços de saúde sem precisar se deslocar até a Grande Vitória.
É nesse contexto que a deputada estadual Camila Valadão (PSOL) quer que o Governo do Estado construa Centros Especializados em Transtorno do Espectro Autista (CETEA) nas regiões norte e sul do Espírito Santo.
A Indicação 1399/2025 busca ampliar o acesso aos cuidados especializados e fortalecer a rede de apoio e inclusão das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). De acordo com a deputada, essa medida torna o atendimento mais justo e completo, seguindo os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).
Camila defende que a descentralização é essencial para reduzir longas filas de espera por diagnóstico e tratamento. Além disso, ressalta que garantir o acesso precoce à intervenção terapêutica contribui para avanços no quadro clínico e ajuda a desenvolver a autonomia nas atividades do dia a dia.
“O Estado precisa garantir que o cuidado especializado esteja próximo de quem mais precisa. As novas unidades no norte e no sul são fundamentais para ampliar o acesso à saúde em regiões que ainda têm poucos serviços disponíveis, permitindo que as pessoas sejam atendidas em suas próprias cidades”, afirmou a parlamentar.
Atualmente, o Estado conta com unidades do CETEA em funcionamento nos municípios de Vila Velha e da Serra, oferecendo atendimento multiprofissional às pessoas com autismo e suas famílias. Os centros reúnem médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais, garantindo acompanhamento integral e especializado para crianças, jovens e adultos.
Conforme o Censo Escolar, entre 2018 e 2023, as matrículas na educação especial no Espírito Santo cresceram de 25.909 para 42.878, refletindo o aumento da inclusão escolar e a demanda por atendimento especializado. Esse crescimento mostra a importância de expandir os CETEAs para outras regiões do estado, garantindo que mais estudantes com TEA tenham acesso a acompanhamento multiprofissional.
Ao levar o CETEA para as regiões norte e sul, o Estado diminui as dificuldades de deslocamentos longos e cansativos para as famílias, como explicado por Camila. Assim, o acesso a terapias e a uma equipe multidisciplinar com práticas baseadas em evidências científicas será democrático, conforme o modelo proposto.
“A criação do CETEA na Serra foi um avanço importante, mas é preciso garantir que o atendimento chegue a todas as regiões do Estado. Famílias do norte e do sul ainda enfrentam longos deslocamentos para acessar esse serviço”, enfatizou Camila.
Texto: Amanda Miranda, com supervisão de Lorrany Martins